Procurar namorada

Ruim com ela, pior sem ela

2020.11.22 01:08 bombarril Ruim com ela, pior sem ela

TL;DR: terminei hoje, eis aqui um longo desabafo.
Hoje de tarde pedi um tempo para minha então namorada. Nossa relação estava me fazendo mal, e os momentos bons eram tão raros que não compensavam o esforço. Mas como me dói... Eu ainda amo aquela menina, e sei que ela realmente estava tentando ser uma boa namorada para mim, só que eu não acho que ela possa simplesmente mudar o jeito dela, nem acho que isso seja correto.
Eu sinto falta de quando a gente era amigo. Tudo era tão mais fácil... A gente se via, comia junto, dava risada, assistia um filme. Depois disso, íamos cada um pra sua casa, sem compromissos, sem discussões. Só coisa boa. Começamos a namorar e começam as expectativas um do outro. Eu nem sei se eu pedia demais, sabe? O que me motivou a pedir um tempo foi a falta de interesse dela.
Eu sei que ela tem seus compromissos, e que o pai dela é um pé no saco, mas poxa, já estamos há 20 dias sem se ver, e moramos perto. Eu também tenho meus compromissos, e conseguia sempre arranjar um espacinho para acomodar algum encontro ocasional. Eu propunha encontros sempre, sempre. Na amizade a gente se via umas 3 vezes por semana. Começamos a namorar e passamos a nos ver aos fins de semana. Depois só de domingo. Estamos há algum tempo nos vendo domingo sim, domingo não. E pra mim isso simplesmente não dá. E quando a gente finalmente se vê, ela age tão distante... Ela não segura minha mão nem me beija. Se eu ganhar um selinho é muito. E mesmo que eu só abraçasse ela pelo resto da minha vida, por mim isso não seria problema, sabe?
Eu me sinto... descartável. Toda vez que eu planejo um encontro e ela me fala uma das 3 clássicas, eu fico bem mal.
  1. Estou ocupada
  2. Meu pai não deixa
  3. Não quero
E ela? Tanto faz. Ela mesmo me disse isso uma vez. Não fazia diferença se ela me visse ou não. Ela estava contente apenas trocando mensagens. A gente praticamente webnamora, embora moremos na mesma cidade e sejamos maiores de idade. Ela é um amorzinho por mensagens, responde rápido e a qualquer hora, sempre dizendo que me ama e que me quer na sua vida. Mas ela fala uma coisa e age de outro jeito... Sei lá. Peço pra fazer call e parece que eu tô pedindo o cu dela. Sempre um sacrifício pra ela fazer qualquer coisa. Convido ela para jogar o jogo favorito dela, pq eu tô com saudades, e ela várias vezes me diz q n ta a fim ou q tem mais oq fazer. Daí em questão de 1h eu vejo e ela ta la jogando solo q. Ah, mas vsf. Eu valorizo demais o tempo q eu passo com ela, seja oq for. Pra vc ter uma ideia, eu já fui até em velório pra outra cidade com ela. Odiei, foi péssimo, mas eu fui pq era com ela. A companhia dela me motivou. Agora ela? KKKKKKKKKKKKKKKKKKK. Uma vez eu tava NA RUA DELA, e falei:
"Amor, tá em casa?"
"Tô, pq?"
"Tô aqui em frente kkkkk. Vem aqui"
"Não posso"
"Como assim?"
"Tô ocupada agora, não vou sair aí"
Eu chorei. Estava morrendo de saudades. Eu sou meio trouxa, eu admito.
Sei que ela era fiel. O problema real dela é a depressão. Ela sofre com isso desde a amizade, e eu sempre fiz meu melhor pra ajudar ela com isso. Sei que provavelmente seria bom pra ela que eu continuasse vivendo este relacionamento, mas honestamente, pra mim não dá mais. Choro quase todo dia, passo um puta nervoso, pq ela simplesmente se isola de mim e de todo mundo. Preferia ainda ser o amigo dela. Ser seu namorado tem sido desgastante.
Enfim, pedi um tempo pra ela hj de tarde, após mendigar pela terceira vez no dia se eu poderia ver ela. De manhã, ela disse q n sabia, q ia ver. No almoço, disse que faria faxina e q só se fosse mais tarde. Daí fim de tarde ela me diz q nem fez faxina, e que n ta fazendo nd, mas q a gente n ia se ver msm. Isso a gente estando há VINTE dias sem se ver. Daí eu tiltei. De modo educado, claro.
"Sério. Pra mim não dá mais. Não aguento mais esse sufoco pra simplesmente ver a sua cara. Eu quero um tempo."
A resposta dela?
"Tudo bem, eu compreendo. O que quer que você ache melhor para vc"
Não nos bloqueamos nem nada. Só não nos conversamos, e planejo tratar ela como uma conhecida por algum tempo, enquanto eu organizo minha cabeça, e ela a dela.
O que eu realmente espero com isso é que ela mude de ideia sobre tudo, e comece a me valorizar. Mas eu n acho q isso vá acontecer. Acho q acabaremos n voltando mais.
O que me dói, honestamente. Sei que todo mundo deve dizer isso, mas é minha primeira namorada e eu n consigo imaginar outra pessoa em seu lugar. Eu vou provavelmente procurar alguém muito similar, e comparar essa pessoa à minha ex. Eu simplesmente amo ela, conheço tudo dela, sei de tudo que ela gosta e de que ela não gosta. Sei dos podres, dos problemas, dos medos. E ela os meus.
Caras, aiai. Eu amo ela como eu amo minha irmã, como eu amaria uma filha. Eu quero tanto ela bem, puta merda. Eu tô mto dividido, queria que ela fosse diferente. É só... Mas é tão difícil...
Antes fosse só ela o problema. O pai dela me detesta por várias e várias razões. Eu tenho que ouvir as abobrinhas dele toda vez que cogito algo que ele não aprove, além do que ele já critica meu jeito e minhas atitudes. Ele me culpa por tanta coisa que eu nem tenho nada a ver...
Queria nunca ter pedido ela em namoro, gente. Acho que é isso. Sinto falta da minha amiga, e da minha paz de espírito.
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2020.11.21 19:42 TheAshba Decisões que me fizeram ser "Vitorioso aos 21 anos"

Vou contar um pouco sobre a minha vida, hoje eu estou meio sensível e quero desabafar...
Minha família sempre foi humilde e simples (Mãe, padrasto e irmão), nunca faltou comida em casa, tive privilégios como vídeo game e computador graças a pensão que meu Pai mandava. Morei a minha vida toda em um bairro simples e humilde da zona sul de SP, vivíamos bem com 3 salários mínimos e casa própria.
Quando eu estava no 2º ano de ensino médio me vi perdidamente apaixonado por uma garota chamada "S", éramos da mesma classe fazia 2 anos e eu a amava do fundo da alma, todo dia nós nos víamos na escola e conversávamos, ela sabia que eu amava ela porque eu já tinha contado, mas ela dizia não ter esse sentimento reciproco, ela gostava de min como um irmão (na época os meus amigos nomeavam de friendzone), eu aguentei por um tempo mas chegou um dia que não deu, explodi e coloquei tudo que sentia para fora e desabei em minhas lagrimas, ela disse não pela ultima vez. Foi ai que eu decidi que ia mudar tudo na minha vida e esquece-la!
A primeira coisa que eu fiz foi mudar de escola na metade do 2º ano, fui para uma escola melhor e bem classificada no ranking de escolas publicas da zona sul de São Paulo. Dentro da sala de aula eu sempre fui o cara que tirava 5, 6 e 7 nas provas e avaliações, e isso me mantinha aprovado na escola antiga, porem na escola nova a média era 7, tive que me adaptar e foi bem difícil, passei a estudar de verdade e conseguir passar para o 3º ano.
No final do 2º ano eu percebi que já tinha superado meu amor não correspondido, mas ainda lembrava dela com frequência, até a encontrei no ônibus algumas vezes, meu coração pulava dentro do peito quando isso acontecia.
O 3º ano foi o melhor de todos, amigos legais, garotas bonitas, passeios de classe, idas ao Ibirapuera depois da aula, tudo perfeito a não ser meu problema com minha identidade visual.. Fui muito inseguro com minha aparência e sempre me achei feio, não tinha coragem de chegar nas garotas e só flertava quando alguma garota dava em cima, fracassado né.
Mas foi no final do 3º ano que minha vida ia começar a mudar, um amigo me disse que já ia começar a procurar emprego caso não entra-se na faculdade por vestibular, e eu fui fazer a mesma coisa porque a situação em casa estava ficando difícil, meu padrasto estava desempregado e minha mãe fazendo festa de criança, não estava fácil sustentar eu e meu irmão. Nesse procura por emprego no vagas.com , encontrei um curso de administração grátis dado pelo Instituto ProA e foi ai que tudo começou!
Inicio de 2017 iniciei esse curso de administração "Preparatório para o mercado de trabalho", a melhor experiência da minha vida, 4 anos de conteúdo em 6 meses de curso, eu e meus colegas de curso estávamos em êxtase, o curso não era fácil e era muito criterioso, mas eu consegui passar e no final ainda consegui uma indicação para o mercado de trabalho. UMA VAGA DE APRENDIZ EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO EM UM BANCO MULTINACIONAL SUIÇO, parece até piada o garota humilde da quebrada conseguir isso aos 18 anos, nesse banco eu já ganhava salario de mil reais, vale refeição e transporte, convênio e os caralho.
Paralelo ao emprego de jovem aprendiz eu estava estudando para fazer o ENEM, estudava 2 horas por dia durante a semana já que trabalhava apenas 6 horas, fiz outros cursos grátis também no Instituto IOS e fazia INGLES pagando com meu salario. Fiz a prova do ENEM no final de 2017 e consegui uma bolsa de 100% para cursar Redes de Computadores na UNINOVE, o primeiro da família a entrar em uma faculdade, minha mãe chorou tanto...
Na metade de 2018 meu contrato de estagio acabou e eu não conseguir efetivação por falta de vaga, minha mãe foi embora com meu padrasto e irmão para o interior de São Paulo e me deixaram cuidando da casa, queriam criar o pequeno em uma cidade calma e com ar limpo. Um amigo de precisava de um lugar para morar, porque a mãe e o padrasto também estavam indo embora só que para o Japão kk, chamei ele para morar comigo e dividir os custos da vida. Graças a ele ter vindo morar comigo eu conheci uma garota que acabou virando minha namorada, ficamos juntos por 2 anos, terminamos faz 21 dias, estou bem sem ela e quero que ela seja feliz.
No começo de 2019 consegui um estagio em TI, fiquei lá por 8 meses e sai porque consegui um outro estagio que pagava bem mais e eu iria aprender em dobro também, assim 2019 se resumiu a trabalhar e estudar.
E por fim, agora no final de 2020 vou concluir meu curso da faculdade e meu estagio ao mesmo tempo, vou ser efetivado ganhando quase 4 mil reais com todo tipo de beneficio possível aos 21 anos, sem nada para me preocupar a não ser trabalhar e cuidar da minha vida.
Me considero um cara sortudo que por algum motivo o destino sorriu pra min e me deu tanta experiência, conhecimentos, amigos e oportunidades. Só que não sei porque eu, só sei que vou aproveitar tudo isso e continuar sendo humilde e ajudando as pessoas da forma que me ajudaram!
Uma mudança radical na sua vida pode fazer as coisas melhorarem, não hesite, eu tive medo e é normal ter medo, você só não pode hesitar porque isso vai limitar as oportunidades que podem aparecer pra você, então da a cara pro mundo, mude, passe vergonha, trabalhe bastante e não se acomode..
Obrigado por tirar seu tempo para ler minha história 😊
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2020.11.20 15:34 Impressive_Ad3980 Profissão

Sou fulano de tal e tenho 24 anos,minha mãe sempre me criou sozinho e já Meu pai é presente para uns filhos e ausente para outros portanto minha mãe ficou com essa responsabilidade de ser mãe/pai porém, um dos meus irmãos sempre foi motivo de idolatria por minha parte, sempre me espelhei nele ainda mais por ele sempre “me proteger” dos outros irmãos, então tudo que ele fazia eu queria fazer igual, ele é odontólogo bem sucedido já na faixa dos 35 anos e eu obviamente “segui” os passos dele na área, eu gostava da faculdade, do aprendizado, dos atendimentos nem tanto rs, eu morava de favor na casa da mãe desse irmão,onde era bom porque era atrás da faculdade , porém como tudo não são flores,paguei com minha saúde mental esse previlégio de morar perto,ter que ouvir bosta todo dia e ter que ficar quieto pq estava de favor lá ,minha mãe e padrasto suaram pra pagar meus materiais que eram muito caros,então eu tinha que aguentar, até porque eles não tinham condições de pagar moradia que era muito caro na capital,no 3 ano de faculdade conheci uma pessoa e comecei a me relacionar, ela vinha de problemas familiares parecidos com os meus, ela via oque meus familiares faziam comigo e no último ano de faculdade a minha sogra( que é maravilhosa) e ela me chamaram pra morar com ela, aceitei e mesmo que ela morava bem longe de lá e pegávamos ônibus todos os dia para chegar na faculdade eu estava feliz, consegui recuperar minha saúde mental, conseguimos nos formar. Parecia que tudo ia começar a dar certo porém tomamos um banho de água fria do mercado de trabalho saturado, fomos para minha cidade no interior que era 200km da capital, trabalhávamos em uma clínica aqui outra acolá ,até que minha namorada conseguiu passar em um seletivo do psf e começou a melhorar um pouco pra nós, e eu fiquei nas clínicas da cidade onde não me sentia muito feliz no que estava fazendo , até que esse meu irmão que eu idolatrava me Deu um banho de água fria, quando falou algumas coisas pelo wpp para mim que era algo que nunca esperava dele( basicamente disse que não me considerava como irmão), não disse com essas palavras mas deu a entender, não me pergunte o motivo porque até hoje me pego fazendo essa mesma pergunta enfim, a partir dali só foi ladeira a baixo, engordei 20kg dentro de 3 anos e já não sentia muita vontade de fazer nada, ia trabalhar arrastado todos os dias, ainda vou,não tenho mais perspectiva na minha profissão,basicamente odeio oque faço e está me fazendo mal ate hoje,já tentei conversar com minha mãe porém ela é bem cabeça fechada e que pra ela mesmo se está ruim você deve continuar, pq ninguém é feliz trabalhando, e eu já não tenho esse pensamento, acredito sim,que existe pessoas que amam oq faz e sei também que umas odeia(meu caso),minha namorada que me ajuda muito nessa parte, devo tudo a ela,conversamos muito sobre isso, ela sempre me incentiva a tentar fazer outra coisa da vida, conhecer outros ares, procurar saber oq quero e talvez fazer até outra faculdade, duas áreas me chamam muita atenção hoje em dia, que é o Direito e agronomia, atualmente já conversei com alguns colegas da área até pra saber mais, já decidi que vou sair da área esse ano, ano que vem vou estar procurando algum trabalho diferente, vendo até se consigo perto de umas das áreas, se possível do Direito onde aprecio mais, eu gosto muito de ajudar as pessoas, isso me faz bem,fico feliz quando ajudo alguém. Por fim, sei que essa idolatria me fez mal, isso é uma merda, sei também que 17 anos não é a idade de entrar na faculdade, não temos maturidade suficiente para saber o realmente queremos, essa é minha opinião, então se você leu até aqui, e está indeciso com a sua profissão ou algo do tipo, procure saber mais da área, se possível tente ver na prática como é essa profissão para não cometer o mesmo erro que eu, e sim, eu sei que tem pessoas que se dão bem quando entram cedo na faculdade,porém eu não fui uma delas, e detalhe minha namorada foi, então não é uma matemática exata. Vocês que tem uma perspectiva diferente da minha cometem aqui, um grande abraço.
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2020.11.15 06:55 SocialThrownaway Eu sou uma pessoa solitária, amarga, fechada, mas ontem eu percebi de verdade o quanto faz falta ter amigos. Aviso, texto enorme.

Eu moro com meus pais e meus irmãos ainda, tenho 20 anos. Trabalho desde os 16, estou na faculdade desde os 18, estudei na mesma escola por mais de 14 anos consecutivos... E apesar de ter tantos ciclos sociais, não consegui cativar um amigo ou confidente de verdade em minha vida, apenas minha ex namorada (um ano mais velha e um pouquinho abusiva) que teve que se mudar para outra cidade.
Acho que eu me acostumei a ser fechado demais, eu me arrependo bastante de ter perdido anos de minha juventude vivendo de maneira tão amarga, tão só... Pois quando eu saio de casa para socializar, eu fico com um vigor tão baixo, como se fosse um fardo ter que me encaixar. Eu acho que me visto bem, me cuido a aparência, consigo conversar, eu consigo ser gentil com as pessoas, mas eu não me sinto bem em situações sociais, não sei se é pânico, ansiedade, fobia social... Mas sei que foi o que aconteceu ontem.
Minha irmã me chamou para sair a um barzinho ontem, na verdade, ela me usou. Minha irmã é mais nova e não trabalha, meu pai hesita em deixar ela sair da casa por tudo o que ela apronta, mas se eu pedisse para sair com ela, ele não viria problema. Nossa idade é bem próxima, nosso ciclo social é o mesmo pois estudamos na mesma escola também, e em uma cidade pequena com a vida noturna agitada, as pessoas acabam se conhecendo por conhecidos em comum. Eu não saio de casa, minha última festa havia sido o Ano Novo. Eu não gosto de conversar com as pessoas, as vezes eu tenho a sensação de que eu corto as conversas e falo muito pouco.
Enfim, não era bem um barzinho. Era só um local de delivery de cerveja em uma rua vazia onde as pessoas estavam se aglomerando na calçada e asfalto, comprando bebida e o fumo direto da cervejaria. Haviam cerca de 30 pessoas ali e eu reconhecia todas por nome, inclusive alguns conhecidos da faculdade que eu não via pessoalmente desde março, mas eu nunca fiz amizade com eles. Por sua vez, eles pareciam muito felizes em me ver e me fizeram mil perguntas sobre porque eu sumi, então eu acho que sou uma pessoa querida para alívio de meus anseios sobre alguém se importar comigo. Fora esse contato com esses colegas, não havia ninguém naquele ambiente que fosse meu amigo. E eu não queria simplesmente sair já que estava desconfortável e deixar minha irmã só é possivelmente bêbada na rua.
Minha irmã, por outro lado, conhecia e parecia ser amiga de todos, e ela me largava e deixava só para conversar ou cumprimentar fulano e sicrano. Ela me puxava para uma rodinha, mas me deixava só entre os lobos, e ao perceber que ela tinha se afastado eu saia daquele grupo. Consegui me encaixar em uma rodinha com minha irmã e duas pessoas, mas minha irmã logo saiu para falar com outra pessoa. Eles eram muito amigos de minha irmã, um menino e uma garota que era minha colega de sala na escola, e perceberam que eu estava muito deslocado. Esse rapaz, enfatizo, que tinha muitos amigos e era extremamente popular, ficou me fazendo companhia mesmo depois da outra garota sair para ir ao banheiro. Conversamos bastante, fiz meu melhor para retribuir a gentileza que estava fazendo comigo. Ali eu percebi que estava com uma pessoa extremamente bondosa, pois ao invés de conversar e se divertir com seus muitos amigos ali, decidiu me acompanhar na solitude até ir embora. Sim, infelizmente ele teve que ir embora cedo, pois iria trabalhar no sábado de manhã. Ele ainda perguntou se eu ficaria bem se ficasse sozinho... Assegurei que sim.
E fiquei novamente só, e como eu não queria ficar só no meio de tanta gente (o que as pessoas iam pensar de mim?), comprei uns cigarros, uma cachaça, e desci a rua um pouco para ficar sozinho longe da vista de todos na esquina. Maldita cachaça, me fez pensar muito. Por que todo mundo consegue se divertir e eu não? Por que eu não sou amigo de ninguém? O que minha irmã fez de certo que eu fiz de errado para ter tantos amigos? Por que minha ex foi minha única amiga de verdade em 14 anos de escola? Mesmo ela sendo um pouco tóxica e a relação bem desgastante, sinto falta dela. Há pelo menos três anos que eu não recebo um "como você está" ou "como foi seu dia" no WhatsApp. O EAD da faculdade é uma merda. Eu ainda tenho sorte de ter um emprego, mas meu chefe é um merda... E chorei. E afoguei as lágrimas numa garrafa de corote, e abafei meu soluço na fumaça quente do cigarro e me senti um lixo, pois se eu sumisse ali mesmo nem minha irmã faria questão de me procurar. Daí a amiga de minha irmã e ex colega de classe que estava naquela rodinha comigo me achou.
Outro anjo. Ela procurava alguém com isqueiro, me encontrou desolado. Eu não esperava que me encontrasse, mas acho que ela deve ter me visto descer a rua acendendo um cigarro e veio me procurar uns minutos depois. Ela me perguntou o que estava acontecendo e eu mesmo bêbado consegui mentir (mal) que estava muito triste com o trabalho, mas acho que ela percebeu que eu estava muito mal por estar... Sozinho. Ela não disse uma palavra e tentou me consolar. A gente se sentou no meio fio ali mesmo, e me fez um carinho, eu estava miserável. A bebida me fez receptivo a outra pessoa, sinceramente, se eu estivesse sóbrio eu não me abriria assim nem com minha mãe. Ficamos apenas abraçados, era tudo o que eu precisava.
Depois de um tempo eu não estava mais magoado, e depois de me recompor, ela perguntou se eu estava melhor, e se eu queria ir embora porque não estava confortável. Eu só disse que estava bem, mas eu não queria estragar a noite de minha irmã dizendo que eu chorei porque ela me deixou só, e que queria ir embora porque eu não tinha amigos ali. Não queria confrontar ela afinal minha irmã não tinha culpa de eu ser tão fechado, sem amigos, tímido... Etc. Não queria demonstrar fraqueza para depois ela ficar se sentindo culpada por ter me levado aquele role.
A minha colega me aconselhou para procurar minha irmã e dizer que queria embora "porque bebi demais", e se perguntasse onde eu estava, que dissesse que estava "ficando" com ela em um lugar discreto. Assim eu fiz, e em 10 minutos eu já estava em um Uber voltando para casa. Minha irmã nem questionou minhas desculpas, inclusive ela estava muito feliz com sua noite, afinal ela se divertiu e bebeu a beça. Não queria mesmo deixar ela triste comigo sobre o que realmente aconteceu naquela hora. Da viagem de volta até o banho e minha cama, eu fiquei refletindo muito no que deu de errado na minha vida social, e se duas pessoas tão bondosas me fizeram tão bem, eu nem imagino o que amigos de verdade fariam com minha saúde mental. Eu não posso ficar sozinho para sempre. Foi um choque de realidade, eu já penso em procurar um psicólogo, terapeuta, o que for para entender o que há de errado comigo. Ter amigos faz muita falta em minha vida.
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2020.11.10 01:39 AstroGirlCattie Meu peito dói de solidão

Hoje voltei da minha avó, teve uma festinha de aniversário e eu mal consegui comer, sentar, só falei com meu primo e olhe lá, e eram apenas familiares próximos lá, tudo isso por uma timidez esmagadora por insegurança.
Por outro lado meu primo estava socializando com todo mundo, falando dos amigos que foram lá no sítio do meu avô, de sair para comer fora, da vida, tranquilo consigo mesmo.
Eu, depois de tanto tempo tranquila sendo tímida, achando que só minha namorada era o suficiente, me sinto completamente só, eu converso sozinha desde os 6 anos e falei para o ar sobre tudo, o tempo todo falo sozinha, e nunca pensei que pode ser pela minha solidão.
Atualmente tenho 3 amigos, que não vejo há cerca de 3 anos, pois troquei de escola, além da minha namorada, o único amigo bem íntimo conheço há 10 anos, e perceber que eu nunca sai com ele, e só fui na casa dele 1x, ano passado, me machucou muito mesmo, pois percebi que não tenho uma vida social, odeio estar só, eu nunca jogo singleplayer sem alguém por perto (e literalmente me viciei mais de uma vez por multiplayers unicamente quando tinha muita gente, desconhecida mesmo, jogando comigo para interagir e meu coração ficava partido quando as pessoas começavam a ir embora dos servidores de Team Fortress 2, me sentia ficando sem vida), prefiro videoaula quando estou sozinha ao invés de livros, assisto streams quando fico sozinha em casa (moro apenas com minha mãe) e constantemente busco demais a atencão de quem tenho intimidade e estou perto (meu primo, minha namorada, minha mãe).
Eu não tenho vida social ALGUMA e estava MUITO tranquila na quarentena (em relação a isso), e agora estou quebrada por notar que não entendia a ansiedade e mágoa de tanta gente para sair de casa e ver alguém porque eu não saio com ninguém, não tenho amigos e muito menos dinheiro para sair.
É isso, desculpa se parecer muito besta, eu estou tentando procurar uma mudança na minha vida, isso é com certeza erro meu, só espero que entrando na faculdade ano que vem eu consiga uma nova vida.
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2020.11.10 00:42 Zueironao Devo procurar uma namorada?

Todos me dizem que so devemos namorar quando estamos felizes, e não depositar toda a responsabilidade da felicidade em outra pessoa. No momento eu me considero uma pessoa madura e feliz comigo mesmo, devo procurar uma pessoa para compartilhar desses momentos e ser minha companheira, ou é melhor viver na minha solitude? E onde posso encontrar uma pessoa para namorar? Na minha faculdade e academia todas ja namoram kskks
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2020.11.09 14:19 Zueironao Devo procurar uma namorada?

Todos me dizem que so devemos namorar quando estamos felizes, e não depositar toda a responsabilidade da felicidade em outra pessoa. No momento eu me considero uma pessoa madura e feliz comigo mesmo, devo procurar uma pessoa para compartilhar desses momentos e ser minha companheira, ou é melhor viver na minha solitude? E onde posso encontrar uma namorada? Na faculdade e academia todas ja namoram
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2020.11.07 22:51 Better-Penalty2607 Sofri abuso na infância. Isso entortou minha sexualidade.

(H/48) Desde que me entendo por gente tenho sentimentos eróticos por outros homens. Aos 11 anos comecei no vício da pornografia, dentro de casa, encontrando revistas do meu pai. Gostava de homens e de mulheres. Aos 12 um amigo da família se aproximou de mim. Primeiro me senti incomodado com o avanço dele, depois caí na dele e PARECEU muito legal por um tempão. Entre idas e vindas, com grandes intervalos, foram uns 10 anos vendo o cara. Por que não denunciei? Porque eu achava que estava abafando, sendo acolhido, fazendo uma coisa de puro prazer que não traria nenhuma consequência... Mas me dava uma tremenda vergonha. Eu não denunciava o cara porque sabia que o meu filme é que sairia queimado, e achava que ninguém acreditaria em mim. E, no fim, eu achava que seria legal ter mais um encontrozinho... Como um viciado em drogas: "só mais umazinha". Me iniciei no sexo com mulher aos 16 numa "casa de massagem", vieram umas namoradinhas... Mas, ao mesmo tempo, não conseguia escapar da vontade de sair com outros caras. Aos 24 anos dei uma moratória no sexo homo e foquei só em mulheres (exceto na pornografia, que continuava sendo uma praga na minha vida). Assim conheci a mulher que se tornaria minha namorada e, alguns anos depois, minha esposa. O problema é que eu dei uma "relaxada" e voltei a procurar homens. Conheci o circuito de saunas, depois o de cinemas, e foi daí para pior. Hoje parecemos um lindo casal, fazemos um sexo gostoso, e a pornografia diminuiu muito. Mas continuo me sentindo dividido entre ficar com minha esposa e procurar outros homens. Não quero me separar. Gostaria de me livrar de ter excitação por homens.
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2020.11.07 21:54 prosaic_man Eu odeio ser gay!

É estranho, essa é a primeira vez que torno essa condição exterior a mim. Sim, eu sou gay. E como a maior parte dos que sofrem desse estigma, eu odeio isso.

Eu não tenho medo de apanhar da rua por ser gay. Não tenho medo de não conseguir emprego por isso. Não tenho medo que as pessoas virem a cara para mim. Na verdade, eu só tenho medo de acabar exatamente como estou: triste e solitário.

Com solitário eu não quero dizer que sou sozinho. Claro, todos tivemos o convívio social reduzido na pandemia. Estou sempre com meus pais e irmão. Apesar disso, não aguento mais. Não posso falar com eles das coisas que eu gostaria de falar. Eles não tem a minha idade, não tem interesse nos mesmos assuntos. É normal. Já estou farto de todo o resto. Me esgotei dos mesmas coisas. Não que eu não goste de falar sobre futebol ou as notícias, mas eu não quero falar apenas disso.

A verdade é que, quanto mais o tempo passa, mais me sinto sozinho. Provavelmente eu deveria procurar um psicólogo ou um psiquiatra. Nesse caso meus pais pagariam eu teria de dizer o motivo. Fora de cogitação.

É melhor tentar se acostumar mesmo. Passar a maior parte do dia na cama, procrastinando. Abrindo e saindo de sites e aplicativos, sem propósito ou satisfação. Atrasando as tarefas da universidade.

Não posso passar mais tempo com meus amigos. Claro, gosto muito deles e os considero. Mas alguns tem uma vida feita. Estão casados, trabalhando e já não tem tempo de jogar conversa fora. Os mais aptos a manter uma conversa estão jogando online. Claro, eu não tenho dinheiro para fazer isso junto deles.

Mas o que tudo isso tem a ver com o fato de ser gay? Realmente não sei. Não existe relação lógica entre meus pseudo-problemas de jovem de classe média e a minha sexualidade. Só existe esse sentimento mesquinho: se ao menos eu tivesse uma namorada... Mas eu não posso ter. Eu não sinto atração nenhuma por mulheres.

Mesmo que eu rompesse completamente com todos os meus supostos grilhões, ainda sim as coisas continuariam iguais. Lógico, não me comporto como gay. Não compartilho dos interesses da comunidade, muito menos de suas opiniões.

Um completo zero a esquerda. Rebaixado pelo meu próprio cérebro. Um incel depressivo. Eu só queria sair um pouco. Estar em uma roda de amigos. Jogar futebol. Compartilhar meus sonhos, ideias e sentimentos com um amorzinho...

Claro, isso nunca irá ocorrer. É mais fácil afastar aqueles por que sinto interesse romântico. O garoto que gosto atualmente está em outra cidade, provavelmente nem sequer quer me ver mais. Deve me achar mais um daqueles homens que machistas e agressivos. Um canalha, a escória.

Querem um conselho de quem só está sobrevivendo? Eu não tenho nenhum. Nada do que eu fiz foi bom. Nada trouxe progresso. E, nos últimos tempos, nem as recordações me trazem alegria mais...
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2020.11.06 07:14 secretjdr Tenho problemas de desconfiança no relacionamento

Eu já namoro há 1 ano e três meses, minha namorada nunca me deu motivo para eu me sentisse inseguro ou que eu desconfiasse dela. Mas eu tenho um medo absurdo de ser traído, tenho medo de que o namoro acabe por causa disso, já que eu nunca a perdoaria. Eu queria muito melhorar esse lado que tenho e queria saber se alguém já passou por isso, ou se já teve o parceiro com esses problemas, como o ajudou? Ou não deu certo?
Infelizmente esse tema tem causado muitos brigas desnecessárias pra nós dois, e reconheço que eu acabo provocando muitas vezes. Estou distante dela já tem um mês, daqui a duas semana vou pra cidade dela. Mas durante esse tempo longe dela esses sentimentos afloram, é como se qualquer coisa que ela fizesse fosse motivo pra eu desconfiar. Nossas brigas são intensas e eu me considero muito radical também, porque eu ameaço terminar o relacionamento (mesmo não querendo isso) e até chego a ponto de arquivar fotos de rede social.
Eu sinceramente venho aqui de peito aberto procurar ajuda, ela não merece essas coisas, eu sei. Eu preciso melhorar por mim, mas também por ela e por nós dois.
Apesar de tudo isso, ela me ama de verdade, fala em noivar comigo quase sempre, quer morar comigo, quer que eu visite a família dela, etc.
Me ajudem!
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2020.10.28 13:44 mkrtyy Cíumes e Auto-estima.

Queria saber como é a questão do Cíumes/Auto-estima no namoro de vocês.
Vou dar um contexto a isso:
Ontem, minha namorada vendo meu "Historico de atividades" no Facebook, encontrou um suposto vídeo de uma garota dançando no meio de outros lá.
Eu realmente não costumo procurar ou parar pra ver esse tipo de vídeo, nunca fui disso. Porém, tinha lá, talvez eu tenha visto e não me lembre. Não sei.
Visto isso, ela já ficou muito mal e está querendo terminar por causa disso.
No passado nós já tivemos um relacionamento de 1 ano e ambos ficamos BEM cansados mentalmente naquele tempo, depois de um tempo separados, voltamos "de vez" "hoje". O problema dela que ela tinha naquele tempo, era a questão da auto-estima. Enfim.
No relacionamento de vocês ou, se fosse com VOCÊ, garota. O que faria se visse aquilo?
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2020.10.28 12:31 mkrtyy Cíumes e auto-estima.

Queria saber como é a questão do Cíumes/Auto-estima no namoro de vocês.
Vou dar um contexto a isso:
Ontem, minha namorada vendo meu "Historico de atividades" no Facebook, encontrou um suposto vídeo de uma garota dançando no meio de outros lá.
Eu realmente não costumo procurar ou parar pra ver esse tipo de vídeo, nunca fui disso. Porém, tinha lá, talvez eu tenha visto e não me lembre. Não sei.
Visto isso, ela já ficou muito mal e está querendo terminar por causa disso.
No passado nós já tivemos um relacionamento de 1 ano e ambos ficamos BEM cansados mentalmente naquele tempo, depois de um tempo separados, voltamos "de vez" "hoje". O problema dela que ela tinha naquele tempo, era a questão da auto-estima. Enfim.

No relacionamento de vocês ou, se fosse com VOCÊ, garota. O que faria se visse aquilo?
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2020.10.27 23:58 TelephoneHour6193 Marmanjo desempregado que mora com os pais transa?

A carência tá FODA, mas toda vez que penso em usar o tinder ou procurar por companhia em algum lugar, imagino a cena: "pai, mãe, essa é a cremosa. Por favor ignorem a nossa transa."
Pior ainda que eu tô desempregado, mas pelo menos tenho guardada uma grana de uns bicos que aparecem na minha área de vez em quando. Daí pelo menos posso levar menina pra tomar um picolé 😭
Sei que o ideal é tankar a fase ruim, e só procurar por alguém quando eu tiver arrumado a minha vida. Mas, sério, tá: FODA. Tem dia que eu vou dormir ouvindo asmr de namorada dando carinho, e é rir pra não chorar.
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2020.10.23 04:44 anetsou Procuro uma namorada!

Estou procurando uma namorada gente boa. Kkk não tenho paciência pra procurar em Tinder e happn da vida então apelei pra cá. Se quiser conversar só chamar no DM quem sabe funciona.
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2020.10.17 20:43 Diogofg99 Situação financeira - 21 anos

Boas, tenho 21 anos e vivo com os meus pais.
Estou no 1º ano do mestrado em Data Science e espero, quando começar a trabalhar em 2021, receber algo que ronde os 1000€ líquidos/mês. Além disso, tenho um partime em que, no mínimo, receberei 500€ mensais, que podem atingir 1000€ ou até 1500€ dependendo de imensos fatores que não vale a pena descrever. Mas fiquemos pelo cenário pessimista dos 500€.
Vivo com os meus pais e assim tenciono continuar até aos 25 anos - 2024. Ou seja, cerca de 4 anos com rendimento liquido mensal de 1500€.
Agora começa a conversa séria: (Os valores são por alto e tendo por base um cenário pessimista).
- Aponto para uma poupança de 1000€/mês, gastando então 500€. A poupança será muito provavelmente maior que 1000€, mas estão inerentes viagens e férias que seriam poupanças extra, bem como um ETF onde planeio investir mensalmente cerca de 150€. Por isso, fiquemos pelos 1000€ de poupança mensal.
- Valores redondos, estaremos a falar de 45 meses (que variam consoante trabalhe e faça a tese de mestrado, ou apenas a tese e sem trabalhar). Ou seja, uma poupança de 45 000€.
- Estou numa relação estável há quase 3 anos com uma rapariga que conheço há 10 anos. Salvo algum percalço, assim será os próximos largos anos. Nota: A minha namorada tem igualmente boas perspetivas de carreira.
- Quando sair de casa dos meus pais, tenciono comprar uma casa mediana - T2 até 150 000€ -, viver com a minha namorada e, uns anos mais tarde e com filhos em perspetiva, mudarmo-nos para uma casa maior - T3 com um valor naturalmente mais alto. O grande objetivo será conseguir comprar a segunda casa sem ter de vender a primeira, e assim começar depois a arrenda-la com uma renda que cubra o seu custo e dê para a acabar de pagar (the usual stuff).
- O dinheiro que vou poupando irei investir em obrigações ou certificados. Mas como estamos a falar de pouca rentabilidade, não vou incluir nas estimativas, para também balançar com alguma despesa que não esteja a contar.
As minhas questões existenciais são:
- Eu sei que não estou a contabilizar despesas como comprar um carro ( que nunca será acima de 10 000€ para já), acidentes ou pandemias. Que mais despesas poderei não estar a prever?
- Será realista esta ideia de manter e alugar a primeira casa quando comprar a segunda?
- Devo tentar comprar a casa sozinho e não enquanto casal?
- Que outras alternativas de investimento posso procurar sem ser uma casa?
- Devo reduzir a estimativa do montante poupado mensalmente para uma perspetiva mais realista?
Obrigado pela atenção!

TL;DR: O que fazer com uma poupança de 45 000€ ao sair de casa dos pais
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2020.10.16 22:23 Creative_Oven_6350 Estou na minha segunda formação e há quase três anos procurando emprego. Não consigo nada. A frustração está acabando comigo há muito tempo.

Bem, antes de começar, essa conta é uma throwaway, já que pessoas próximas podem ver o post.
A questão é a seguinte: logo que saí do Ensino Médio, consegui entrar em uma universidade federal. Na época eu tinha algumas ideias do que queria fazer para a vida e decidi arriscar na que me parecia mais legal. Não me entendam mal, não é que eu me arrependa de minha escolha, honestamente se não fosse por ela eu não acho que seria a pessoa que sou hoje e não conheceria minha namorada (com quem tenho um relacionamento há 5 anos).
Para ser mais específico, eu entrei em Licenciatura e Bacharelado em História, na UFPR. Eu realmente gostei do curso. História sempre foi uma área que me fascinou e durante a formação pendi cada vez mais para a pesquisa. No entanto, claro que na metade da graduação percebi a falta de perspectivas de pesquisas nessa área no Brasil e comecei a pensar em alternativas de onde trabalhar.
Sempre gostei de dar aula, apesar de nunca querer ser professor do Estado. Então entrar em PSS não era uma opção. Antes da minha primeira graduação, durante e até um tempo depois, sempre trabalhei informalmente em negócios da família. Fui assistente administrativo no escritório de contabilidade dos meus pais. Ajudei na pequena gráfica digital que meu tio tinha, tanto no balcão quanto no setor de compras. Esses trabalhos me ensinaram muitas coisas e me deram muitas habilidades diferentes. Sempre sou elogiado por ser comunicativo, tenho habilidades avançadas no pacote Office completo, aprendi a mexer em estoque, arquivo, realizar trabalhos braçais etc.
Só que em certo momento percebi que precisava de um trabalho formal. Algo que estivesse registrado em minha carteira de trabalho. Aqui entra outra coisa que gosto muito: idiomas. Desde cedo sempre estudei outras línguas por conta própria. Sempre foi um hobbie meu. Me tornei fluente em inglês, consigo conversar em francês e japonês e tenho certo conhecimentos de espanhol e LIBRAS. Aproveitando essas minhas habilidades, consegui me tornar professor de inglês.
Mas a ideia de virar professor de inglês nunca me foi permanente. A falta de perspectiva de uma carreira nunca fez com que eu quisesse ser professor. Pesquisador sempre tive vontade. Por outro lado, vejo amigos meus com 30, 35 anos fazendo doutorado, pesquisas maravilhosas, mas precisando arrumar outros empregos para se manter e ganhar mais ou menos mil reais por mês. Não é uma vida que quero ter.
Estou com 23 anos no momento. Quando estava com 20, decidi que iria para outra área que sempre tive muito interesse: a parte comercial. Sempre fui bem com números. Não só enquanto trabalhava no escritório de contabilidade de meu pai, mas também participei e "ganhei" algumas Olímpiadas de Matemática enquanto estava na escola. A área administrativa também era interessante. Então pensei bastante e cheguei a conclusão que se conseguisse algo na área de Relações Internacionais ou Comércio Exterior, teria a carreira que sempre quis.
Isso se deu por volta do início de 2018. Achar estágio na área de História (em museus e coisas do tipo) nunca deu certo, tanto pela falta de vagas quanto pela carga horária diária do meu curso que nunca batia com o que eu achava. Consequentemente, fui procurar estágios e empregos em Relações Internacionais e Comércio Exterior. Assim se deu o meu ano de 2018. Obviamente, sem nenhum resultado.
Eu mandava todo mês meu currículo para inúmeras vagas. Nunca recebi uma única resposta. Tudo bem. Bola pra frente. 2019 chegou e eu me formei na metade do ano. Mais 6 meses sem nenhuma resposta. Nesta época, eu já enviava o currículo semanalmente. Queria alguma oportunidade em RI ou Comex. Eu achei que História era um curso similar o suficiente. Pelo jeito, as empresas não concordavam.
Depois de minha formatura, há quase um ano e meio procurando, decidi investir em concursos públicos. Talvez eu conseguisse uma área no setor comercial ou administrativo do Estado. Não seria um problema se eu pudesse migrar posteriormente. Prestei vários concursos que fiquei três ou quatro vagas abaixo da linha de corte. A frustração era grande, mas eu continuava.
Enquanto isso, precisava me sustentar. Portanto, permaneci dando aulas de inglês. Não posso negar, sou bom nisso. Não muito bom, mas o suficiente para receber elogios esporádicos tanto de alunos quanto colegas. Quem sabe se em algum momento eu me dedicasse à área pedagógica, pudesse crescer e construir uma carreira ali.
Porém, eu sabia que investir na área pedagógica me afastaria completamente de RI e Comex. Então nunca fiz isso ou fui para esse lado. Em certo momento de 2019, passei no edital do IBGE para o Censo 2020. Meu nome foi homologado no Diário Oficial da União. Eu estava dentro. Tinha conseguido algo diferente, além de dar aula. A frustração parecia ter acabado. Só precisava esperar março de 2020 para ser chamado. Minha namorada chorou de felicidade por mim. Eu também estava transbordando por dentro.
Aí aconteceu que... a pandemia. Todos sabem. A verba do Censo 2020 foi cortada completamente nesse ano e transferida para o segundo semestre de 2021, isso se não for postergada mais uma vez. Depois, descobri que o concurso que tinha passado era PSS e mesmo eu estando dentro, não significava que seria chamado. Nisso já era metade do primeiro semestre de 2020 e eu também não havia parado de mandar currículo para RI e Comex. Se eu conseguisse um emprego nessa área, não ficaria no IBGE (pois o cargo era temporário de apenas um ano).
Extremamente frustrado, depois de muitas e muitas (e muitas) crises de raiva, tristeza e angústia, decidi investir em alguma coisa que fosse mudar tudo. Comecei uma segunda graduação. Moro em Curitiba e diante das possibilidades de cursos que poderia fazer nessa área, optei pela que me pareceu melhor: Comércio Exterior.
Minhas aulas começaram em julho desse ano. Desde o mês sete, tenho uma única rotina: todo dia da semana eu acordo, vasculho a internet, sites especializados, grupos de WhatsApp e Telegram, em busca de empregos para a área comercial, administrativa, financeira ou até logística. Existem muitas coisas em cada um desses setores com as quais eu adoraria trabalhar. Todo dia, literalmente todo dia mesmo, eu me inscrevo em média de uma até três vagas - tipo, todo dia.
Desde julho, sou rejeitado em umas 30/40 vagas mensalmente. Entrar em uma segunda graduação de Comércio Exterior realmente ajudou: agora sou chamado para entrevistas e provas. No entanto, sempre que me perguntam se eu faço alguma coisa, se ainda trabalho, digo que tenho o trabalho temporário de instrutor de línguas. Algo que quero largar assim que conseguir outro trabalho na área que quero, ou seja, na área para a qual estou me inscrevendo.
Só que é sempre nessa parte, é sempre nesse momento que vejo claramente que sou colocado de lado. Ninguém quer contratar alguém que precisou trabalhar como professor. Algo pedagógico, muito diferente do mundo comercial. Sempre elogiam minha curiosidade por línguas, acham legal meu contato com setores administrativos e financeiros no passado, mas por terem sido trabalhos informais, ninguém se importa. Sim, estou frustrado.
Dia após dia recebo e-mails falando que não foi dessa vez. Isso quando os recebo. A maior parte das inscrições por e-mail não são respondidas. As que realizo por sites diversos, estão marcadas 90% como "Rejeitado por falta de experiência". Todos estágios. É sério. Tenho mais de 40 vagas de estágio rejeitadas por "falta de experiência". Repito novamente porque estou frustrado: estágios.
Eu não consigo um único estágio. Em nenhuma área. Todo dia sou recusado. Não importa se é RI. Setor de compras. Setor administrativo. Setor financeiro. Setor de logística. Só preciso desse primeiro emprego na área. Aposto que os demais vão vir muito mais facilmente (porque mais difícil não tem como existir).
E receber constantemente, apesar do esforço diário de mandar currículos, atualizar informações em sites (sim, tenho perfil em LinkedIn e mais outros diversos sites de emprego), apenas me lembra do meu fracasso. Não tenho perspectivas nenhuma de que vou conseguir. Nenhuma perspectiva que vou mostrar para alguém quão esforçado posso ser. Quão dedicado. Eu só preciso de uma chance para a primeira oportunidade.
Estou nessa há 3 anos. Acumulo quase 100 rejeições totais desde que comecei minha segunda graduação. Cada vez me empenho mais para tentar. Cada vez tenho menos vontade e fico pior. Menos motivado. Antes que alguém fale alguma coisa (se alguém aguentou ler esse textão de desabafo até aqui), estou sempre verificando meu currículo: como apresentar informações, tirando, colocando coisas. Já contratei profissionais de currículos que analisaram e mudaram algumas coisas. Já apresentei pra muitos profissionais colegas e da família que deram algumas sugestões e elogiaram outras coisas. É algo que estou sempre tentando melhorar, mais e mais.
Pra encerrar, existe um fator nisso tudo que aumenta ainda mais a frustração comigo mesmo, a frustração com todo esse cenário. Minha namorada trabalha na área de tecnologia. Em 2019, decidiu arranjar um estágio. Se inscreveu para três e conseguiu um deles. Agora em 2020 decidiu ir para outro, se inscreveu em uma única vaga e foi aprovada. Não tenho raiva nem dela. O que mais me afeta é a diferença da facilidade de conseguir emprego em uma área comparada à outra. Ela é minha namorada. Amo ela e estou feliz que ao menos um de nós está tendo conquistas dessa área. Mas não consigo deixar de ficar pior, o problema sou eu? Nunca vou conseguir uma vaga simplesmente por causa da minha primeira formação? Porque precisei dar aulas para me sustentar? O problema é algum outro?
Enfim, esse é o meu desabafo. Desculpem pelo tamanho do texto e obrigado se alguém chegou até aqui.
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2020.10.05 19:13 DolbenDragon Prestes a fazer uma loucura. FALOW BRAZIL! PARTIU NETHERLANDS!

Como o titulo diz eu estou prestes a fazer uma loucura como escuto muitos fazendo por ai. A situação no Brasil já partiu de merda pra foça a muito tempo. Trabalho como instrutor de inglês fluente por aqui e devido a falta de oportunidades faço menos que um salario minimo. Já cheguei a viajar pra Netherlands para visitar a namorada, só não fiquei por la porque ela me implorou pra não fazer essa loucura já que ela mora com a família e os gringos não metem a cara com fé e a coragem que nem a gente.
O Plano? Ir pra la e pensar em um plano, qualquer coisa e melhor que aqui. Nem que seja lavar prato e viver em abrigo de morador de rua pelos primeiros meses já vale mais a pena que a situação que me encontro em um vácuo de oportunidades e baixa renda sem fim.
Por isso veio ate vossas senhorias, sei que muita gente já meteu o pé na loucura. Alguma recomendação e dicas? Oque procurar oque evitar, nem que seja lugares pra tomar uma ducha e descolar um rango porque sempre tem a chance das coisas demorarem pra dar certo. Acredito que sendo fluente em inglês e português sendo comunicativo com facilidade tecnológica não devo ficar desempregado por muito tempo, mas se eu conhecer alguma republica de Brasileiros por la já ajuda bastante. Brasileiro e que nem barata a gente ta em todo lugar e comigo trabalhando posso contribuir com as despesas da casa e ate alugar um quarto.
Desde já agradeço qualquer pessoa que possa me dar uma luz no fim do abismo antes de me jogar.
Ps: Tem umas fotos de quando ela me visitou, estamos juntos a 3 anos e a ideia era juntar dinheiro pra ficar junto. Infelizmente com ela terminando faculdade e o Brasil do jeito que ta com 6 reais o Euro não vai rolar.
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2020.09.25 01:21 flpcont Ajuda para ajudar

Eu queria conseguir de alguma forma ajudar minha namorada. Ela tá morando sozinha enquanto não estamos juntos, só vamos nos ver de novo em fevereiro. Até lá eu tenho medo, porque ela não tá nada bem, sem vontade de nada, e não consigo estender a mão, ou incentivar a procurar ajuda porque não tem surtido efeito. Eu estou preocupado, de verdade.
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2020.09.16 05:50 Mittzera Fui a um psiquiatra

Tenho tido crises de ansiedade, sintomas depressivos e suicidas e a cada noite parece que piora a vontade de me enforcar.
Por isso fui aconselhado por um psicólogo a procurar um psiquiatra, cuja qual consegui ir hoje, acontece que eu não esperava receber remédios logo de cara e isso me deixou levemente animado, parecia que eu ia ver uma melhora significante, eu sei que remédios psiquiátricos não funcionam assim e que geralmente tem uma fase de adaptação de puro torpor, fadiga e outros efeitos colaterais ruins.
Acontece que tem duas horas que eu tomei os remédios e não senti nenhum efeito, parece que eu não tomei nada, e agora eu comecei a ter uma crise de ansiedade misturada com uma frustração absurda e vontade de engolir todos os remédios de uma vez pra ver se eu consigo pelo menos afogar esse sentimento merda e dormir um pouco, sinceramente eu tô me sentindo tão merda que eu não sei o que fazer.
Hoje foi um dia tão escroto, eu passei tanto tempo sozinho, tanto tempo pensando nas merdas que eu ouvi ontem e eu sinto que cada dia que passa mais eu perco o medo de morrer e mais a vontade de morrer aumenta, eu já não sei se eu ligo pras consequências de um suicídio, eu não sei o que tá acontecendo, eu me sinto tão descartável, sinto que as pessoas estão próximas de mim por pena, eu sinto que minha namorada ainda tá comigo por pura pena, ou com medo de que eu me mate e as pessoas culpem ela por ter terminado comigo.
E é foda, porque ela é tudo o que resta de bom na minha vida, eu sinto que eu perdi tudo o que eu tinha, eu não tenho mais vontade de jogar, eu não tenho mais vontade de tocar Guitarra, tô me forçando a assistir uma série só pra não ficar com a cabeça vazia, e estar com a minha namorada pode não curar tudo, mas alivia tanto a minha dor, tanto, que eu não sei se eu sobreviveria sem ela, e cada momento que passa mais parece que ela só tá aqui comigo por medo, parece que ela sente pena de mim e esse sentimento tem me corroído tanto que eu sinto que minha cabeça vai entrar em colapso a qualquer segundo.
Eu tenho tido ataques de raiva comigo mesmo e me mutilado, tenho me cortado, eu bato na parede até a dor na minha mão afogar a dor que eu sinto no peito. Eu nunca encostei um dedo na minha namorada que fosse pra machucar ela, eu morreria se eu machucasse ela desse jeito, mas ouvir dela que ela tem medo que eu bata nela me dá um sentimento de falha, sabe? Como se eu tivesse falhado na minha única missão nesse mundo que era fazer ela se sentir segura e feliz, e eu não estou consigo realizar nenhum dos dois...
Eu não aguento mais, a dor no meu peito é tão forte, parece que tem uma âncora apoiada em mim, me impedindo de levantar e sei lá, eu só queria que meu coração parasse de bater, mas tá batendo tão forte que parece uma máquina, minha cabeça parece que vai explodir de tanta dor.
Eu não consigo lidar com a ideia de estar só, eu não consigo lidar com o fato de que eu perdi tudo na minha vida, eu não consigo suportar a dor que eu tô sentindo e eu acho que dessa noite eu não passo.
Obrigado a quem leu até aqui, eu sei que é um monte de merda, mas se vocês soubessem o esforço que eu fiz pra desabafar...
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2020.09.11 04:29 TheMustarDuck Demisexuais e Assexuais são solitários?

Eu me sinto muito sozinho como demi, pois é difícil de achar alguém que entenda meu tempo, ou quando dou certo com alguém acaba sendo um relacionamento impactante negativamente para mim, e meio que perdi a vontade de procurar alguém denovo depois de situações frustrantes (minha namorada e minha BFF partir uma após logo em seguida da nossas primeiras relações juntos.)
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2020.09.07 04:46 CraftedBot Oi pessoal, preciso desabafar

Oi pessoal, sei que o grupo não é muito ativo e que ninguém aqui deve se importar comigo. Mas aconteceu algo muito pesado comigo essa semana e esse grupo é o único lugar em que eu sinto que posso desabafar e ser ouvido sem que me julguem. Eu e minha namorada namoramos há quase dois anos e em todo esse tempo quando ficamos juntos é na minha casa ou em qualquer outro lugar, exceto a casa dela. O pai dela me despreza. A primeira vez que nos conhecemos ele foi legal e simpático, até que perguntou o que eu fazia da vida. Estudo ciências sociais na USP, quando eu disse isso ele fechou a cara na hora e mudou de assunto. A família deles é bem humilde, o pai dela tem um barzinho/restaurante onde toda a família trabalha, exceto minha namorada, que é a filha mais nova e foi a “escolhida” pra ser “alguém na vida”, então o pai dela é bastante protetor. Depois da revelação de minha carreira acadêmica a janta mudou, a conversa continuou em outros assuntos, mas eu fui completamente excluído dela, a única pessoa que tentava me trazer pro assunto era minha namorada, mas a mãe o pai e os irmãos dela me ignoravam completamente. Quando cheguei em casa ela me mandou uma mensagem dizendo que o pai dela tinha mandado ela terminar comigo, falando que eu era vagabundo, não prestava e ia só atrapalhar na vida dela. Ela cursa direito e pra família dela eu sou um peso que ela vai ter que sustentar. Isso foi no primeiro mês de namoro, eu estava completamente apaixonado por ela (e ainda estou) e disposto a enfrentar qualquer adversidade para que o nosso namoro seguisse. O único dia que o restaurante deles não abre é domingo, então fui lá logo na outra semana pra resolver qualquer desentendido. Quando cheguei a família toda estava vendo Faustão, inclusive as namoradas dos irmãos e ninguém quis conversa comigo, sequer levantaram do sofá para me cumprimentar. Não quis atrapalhar o programa então eu e minha namorada fomos para o quarto esperar uma situação mais propícia para o diálogo. Mal havíamos fechado a porta e vem o pai dela batendo com tudo na porta e escancarando ela (ele não é alto, mas é daqueles carecas gordinhos com cara de brabo que quando vestem regata, bermuda e havaianas ficam parecem um botijão gigante.) ele começa a gritar que não queria porta fechada nem vadiagem na casa dele e deu um discurso cheio de indiretas me chamando de vagabundo e praticamente me expulsando da casa deles. Não fui embora. Ficamos estudando e de quando em quando o pai ou um dos irmãos ia ver o que estávamos fazendo. Diversas situações similares foram acontecendo até que decidimos que era melhor desistir e evitar a família dela. Fomos assim por mais de um ano. Nesse tempo eu fui estudando mais sobre o agronegócio e a indústria da carne e decidi virar vegetariano em junho do ano passado. Conversamos bastante sobre isso e ela sempre foi muito interessada, até que semana retrasada ela decidiu virar vegetariana também. Ela, é claro, não contou pra família dela porque medo de que iriam surtar, mas convenci ela que se abrir pra eles seria a melhor coisa, que eles iriam entender e que eu poderia ir com ela. Esse foi meu erro. Ela achou legal de fazer a revelação no restaurante da família, servindo um prato vegetariano pra mostrar que é fácil e possível. Como eu já disse, o restaurante é bem simples, o buffet é basicamente arroz, feijão, batata frita, bife e umas saladinhas (por saladinhas entenda alface, tomate e de quando em quando salada de batata). Quando saímos da faculdade fiz questão de pedir um Uber pra gente chegar no restaurante mais rápido enquanto o pai dela não tá no horário de descanso (ele dorme numa rede nos fundos do bar). Chegamos lá perto da uma da tarde. Era quarta feira e o lugar estava bastante movimentado. O irmão dela, que fica no caixa, deu um sorriso quando entramos, mas desfez logo que viu que a irmã trouxe o namorado. Minha namorada vai pro caixa falar com o irmão dela e diz pra eu já ir me servindo e procurar um lugar. Eu to bastante nervoso e me arrependendo desde que vi a cara que o irmão fez ao me ver, mas me sirvo mesmo assim. Já estou com o prato servido e vou até ela, agora atrás do caixa falando com o pai e com a mãe, paro, os pais dela me olham, meu sogro com a cara fechada sequer acena com a cabeça pra mim. Minha namorada faz um sinal com a mão me chamando. Vou até ela, ficando desconfortavelmente próximo do pai dela. Ela pega a minha mão, eu fico segurando o prato com uma só e diz: “Eu decidi virar vegetariana”. Ela sequer havia terminado a frase, bastou o pai dela ouvir “virar vegetariana” que ele virou a cabeça com uma velocidade descomunal em minha direção, mas ele não olhou pra mim, como eu pensei que faria, estava olhando pro meu prato. Arroz, feijão, alface, batata frita e nada de carne. Eu olho pro prato também percebendo agora meu erro e quando ergo a vista ele me encara com aqueles olhos furiosos. Não fui capaz de absorver inteiramente o quanto de ódio existiam naqueles olhos, porque ele deu um tapa no meu prato de baixo pra cima, sujando minha camiseta azul celeste do Carl Sagan de feijão e interrompendo qualquer raciocínio que corria pela minha mente. O prato estraçalhou no chão e antes que o quebrar do vidro pudesse irromper pelo restaurante e o burburinho dos clientes fizesse perceber-se silenciado meu sogro já estava gritando. “TU FEZ ISSO COM ELA!” “ESTRAGOU MINHA FILHA!” ele me dá um empurrão contra o balcão, minha namorada recua assustada, eu tento sair pelo lado, mas ele bloqueia o caminho, minha namorada chorando tenta segurar ele, mas minha sogra a segura mais forte. “VAI JOGAR NO LIXO O ESFORÇO DA MINHA VIDA TODA! SEU MARGINAL!” Eu tava bem passivo até que ele falou isso, ele não sabe quem eu sou, só tem preconceitos contra mim. Não sabe o quanto eu amo a filha dele e o quanto só quero o melhor pra ela. Eu já tinha tentado expressar isso no diálogo, agora ia ser na porrada, sem palavras, só sangue. Dou um empurrão com toda minha força e na fresta de tempo que abre eu pulo o balcão pra ter mais espaço para brigar, já enquanto pulava vejo uns tiozinhos numa mesa, sob ela uma litrão de Skol que eu penso em usar como arma. Pulo o balcão, pego a garrafa, enquanto isso ele veio dando a volta no balcão que nem um touro pra me pegar. Segurando a garrafa pela boca eu bato ela na mesa, o vidro se quebra e eu ergo a ponta estraçalhada e afiada diante de mim, pronto para defender minha honra e a de minha amada daquele botijão colossal. Com a garrafa diante de mim e a criatura se aproximando eu olho por um instante para o vidro amarelado que seguro em minhas mãos. Vejo, no reflexo, a entrada do restaurante atrás de mim, e passando rápido pela rua o que parecia ser uma aeronave pequena não tripulada, logo atrás uma espécie de exoesqueleto metálico armado com uma metralhadora, de repente, um estrondo ensurdecedor seguido de um clarão. Era o início da era das máquinas.
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2020.08.21 13:50 RocknB [Sério] Extrato de remunerações da Segurança Social

Olá /portugal,
Estou aqui a precisar de uma ajuda relativamente à Segurança Social
A minha namorada vai iniciar um estágio profissional e pediram-lhe um "Extrato de Remunerações da Segurança Social". Gostava de saber se alguém me sabe indicar se é possível emitir isto através da Segurança Social Direta, e se sim, como procurar ou como o fazer.
Já andei lá às voltas mas não consigo encontrar. Obrigado desde já.

(Existe um post arquivado com exatamente o mesmo título, no entanto não indica como posso encontrar este documento na SS direta)
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